Profissionalização, Trabalho e Renda

Assegura o direito ao trabalho digno e à renda, com programas de qualificação, estímulo ao primeiro emprego e ao empreendedorismo juvenil e proteção dos direitos trabalhistas. Busca reduzir o desemprego e a informalidade entre os jovens.
Propostas do CONJUVE
8Elaboradas pelo Conselho Nacional de Juventude, são o ponto de partida do texto do Pacto neste eixo.
Criar leis voltados ao empreendedorismo juvenil, no campo e na cidade, como estímulo ao combate às desigualdades sociais.
Aprovar leis específicas que destravem barreiras financeiras e burocráticas para jovens empresários.
Eliminar as possibilidades de existência do trabalho não remunerado com a atualização da lei de estágio.
Estimular, por meio de regulamentações próprias, o protagonismo juvenil na inserção de novas tecnologias no mundo do trabalho.
Fomentar políticas públicas de acesso ao primeiro emprego, com salário e condições dignas de trabalho.
Criar programas de compensação fiscal para as empresas que atenderem políticas de primeiro emprego e de estágio
Implementar Centros Profissionalizantes focados em habilidades tecnológicas e economia criativa
Fomentar a geração de renda juvenil a partir da produção tecnológica voltada às economias locais.
Propostas das juventudes
17 publicada(s)Programa Juventudes dos Territórios: Trabalho, Renda e Sociobiodiversidade! Criar uma política nacional de inclusão produtiva juvenil, conectando formação, renda e oportunidades às potencialidades locais. A iniciativa preparará jovens para áreas como sociobiodiversidade, bioeconomia, turismo sustentável, agricultura familiar, pesca, economia circular e tecnologias digitais, conforme as vocações de cada região. Também oferecerá suporte ao empreendedorismo, cooperativismo e economia solidária, com acesso a crédito, acompanhamento e canais de comercialização. Na Amazônia, considerará as realidades de indígenas, ribeirinhos, quilombolas, moradores de áreas rurais e periferias urbanas, enfrentando obstáculos como distância, baixa conectividade e escassez de oportunidades. A proposta pretende fortalecer economias locais, valorizar saberes tradicionais e garantir trabalho digno, autonomia financeira e condições para que jovens possam construir seu futuro em seus territórios.
Estabelecer protocolos específicos para racismo, sexismo, LGBTfobia, capacitismo, assédio moral, assédio sexual e violações dos direitos de aprendizes.
Oferecer escuta qualificada, orientação jurídica e psicossocial, proteção contra retaliações e retorno à pessoa denunciante.
Promover campanhas permanentes sobre direitos e canais de denúncia em escolas, entidades formadoras, empresas e territórios.
Criar um comitê interministerial permanente para qualificar os canais de denúncia de assédio e discriminação no ambiente de trabalho, articular ações preventivas e intersetoriais e ampliar a capacidade de resposta adequada às denúncias.
Fortalecimento dos canais de denúncia: garantir atendimento presencial e digital, gratuito, acessível e em linguagem adequada às juventudes.
Produzir dados públicos sobre as violações, a partir de instrumentos de coleta qualificados, preservando o sigilo e a segurança das pessoas denunciantes.
Ampliar as oportunidades de aprendizagem, com prioridade para jovens negras, periféricas, mães, indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência, LGBTQIA+ e em situação de vulnerabilidade.
Fomentar o Programa Jovem Aprendiz em escolas e demais instituições que tenham a juventude como grupo atendido.
Assegurar informação sobre direitos, orientação independente e acompanhamento desde o início do contrato.
Responsabilizar empresas e instituições formadoras pelas condições de formação e trabalho.
Combater desvio de função, horas extras irregulares, assédio, discriminação e utilização de aprendizes como mão de obra barata.
Fortalecer a fiscalização das cotas e da qualidade dos contratos e programas de aprendizagem.
Garantir compatibilidade entre trabalho, escola, formação profissional e responsabilidades de cuidado.
Criar estratégias de permanência e transição para oportunidades de trabalho digno após o contrato.
A revogação inegociável e impreterível da Contrarreforma Trabalhista, consolidada sob as Leis Nº 13.429/2017 e 13.467/2017, que retificaram o desmonte dos direitos trabalhistas no contexto o Golpe Institucional de 2016 e atingem particularmente a juventude trabalhadora no que diz respeito à estabilidade de vida dos jovens, expondo-os á contratos empregatícios informais, de alta rotatividade, baixa remuneração, escala exaustiva ou "intermitente" a partir da autonomia contratual do patronato, terceirização, e desmonte dos sindicatos e da Justiça do Trabalho. As medidas de flexibilização dos contratos em favor da iniciativa privada e do patronato atinge a classe trabalhadora em todo seu montante, mas em particular, os jovens de baixa experiência profissional e alta vulnerabilidade social.
Implementar o Programa Santa Catarina Conecta Juventudes, integrando empresas, instituições de ensino, municípios e Governo do Estado para mapear vagas, serviços demandados e competências profissionais necessárias em cada região. Com base nesses dados, o programa deverá oferecer qualificação, preparação e encaminhamento para o primeiro emprego, aprendizagem e estágio, além de apoiar jovens que desejam empreender ou prestar serviços às empresas locais. A iniciativa deverá contar com uma frente específica de empreendedorismo e liderança feminina, com capacitação, mentoria, redes de apoio, orientação para acesso ao crédito e conexão entre jovens empreendedoras e empresas contratantes.